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Publicada em 12/07/2018 às 15:39
Canais poluídos na Barra têm destinos diferentes através de ações localizadas
Canais poluídos na Barra têm destinos diferentes através de ações localizadas
A leitora Miriam Dias flagrou uma ilha de sujeira no Canal do Marapendi - Divulgação / Foto da leitora Miriam Dias
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Há uma semana, as águas do Canal de Marapendi ganharam uma ilha de lixo, próximo ao Parque das Rosas. Sacolas plásticas, garrafas e outros detritos se acumularam no local, mudando a paisagem. O caso chamou a atenção da aposentada Miriam Dias, moradora das proximidades. Ela fez o registro na quinta-feira passada, enquanto caminhava na ciclovia, como faz habitualmente.

— Infelizmente, lixo é normal por ali. O que me assustou foi ter se formado uma ilha. Olhando de longe, parecia até material sólido. Nunca tinha visto isso — conta ela, moradora da área há 33 anos.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Parque das Rosas (Ama Rosas), Cleo Pagliosa, conta que o cenário não o espanta por ser recorrente. O movimento natural das águas, do mar em direção ao canal e no sentido inverso, provoca o aparecimento e o sumiço de detritos. Entre as medidas necessárias para resolver o problema, afirma, estão a constante dragagem do canal e a instalação das Unidades de Tratamento de Rios (UTRs), uma promessa olímpica não cumprida.

— O grande problema é que tem que fazer uma dragagem, no píer, na entrada do canal, devido ao acúmulo de esgoto. O jogo das marés traz esse tipo de sujeira. E também é preciso fazer as UTRs. Três já estavam programadas, uma delas na área de Rio das Pedras — afirma Pagliosa.

Miriam diz que sempre vê funcionários da Comlurb realizando a limpeza do entorno do canal, pela manhã. Apesar do esforço, falta educação a parte da população. A associação de moradores requisitou à Comlurb a instalação de lixeiras. Tempos depois, os cestos foram retirados por vândalos.

— As pessoas botavam fogo, chutavam e quebravam as lixeiras que a associação conseguiu instalar. Agora não há mais nenhuma — conta Miriam. — Uma vizinha tem brigado muito com motoristas de aplicativo, que ficam ali esperando chamada e, enquanto isso, comem biscoito, tomam refrigerante e jogam as embalagens e as latas na beira do canal. Semana passada ela discutiu com um deles que a xingou e disse que ela não tinha nada com isso — conta.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) diz que reformou a ecobarreira instalada na Lagoa da Tijuca, na altura do Itanhangá, e que esse sistema retém o lixo que vai para o Canal do Marapendi, cujo recolhimento é de responsabilidade da prefeitura, através da Comlurb. Como os resíduos não estão sendo retirados da ecobarreira, afirma, o lixo acumulado acabou transbordando para o canal.

Caland ( à esquerda), Dutra e Igrejas no canal do Jardim Oceânico - Divulgação / Superintendência Regional da Barra da Tijuca

A questão é controversa. A Comlurb diz que a limpeza não cabe a ela, e a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente, por sua vez, garante que o estado é quem deve providenciar o serviço.

Enquanto o Canal de Marapendi preocupa, os moradores do Jardim Oceânico tiveram um alento. Na semana passada, o superintendente regional da Barra, Flávio Caland; o presidente da Rio-Águas, Cláudio Dutra; e Luiz Igrejas, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Oceânico e Tijucamar (Amar), fizeram uma visita ao canal que corta as avenidas Fernando Mattos e Gildásio Amado, e acertaram que ele passará por uma limpeza. Segundo Igrejas, esse é um pleito antigo, de mais de dez anos.

— No encontro ficou acertado que a limpeza começará no próximo sábado. Durante todo o ano, nós sofremos com mosquitos. A falta de manutenção faz com que as folhas que caem das árvores e o lixo jogado no canal se acumulem. Boa parte dos detritos é lançada por moradores de rua que dormem à beira do canal, principalmente no trecho em frente à Gildásio Amado — afirma Igrejas.

A Fundação Rio-Águas confirma que a limpeza do Canal de Marapendi terá início ainda este mês, embora não confirme a data. E acrescenta que as ações em outros canais são programadas de acordo com a necessidade.

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fonte: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/canais-poluidos-na-barra-tem-destinos-diferentes-atraves-de-acoes-localizadas-22877121

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